terça-feira, 3 de fevereiro de 2009


poema último


na noite de sophia
rumorejo o silêncio de eugénio
a felicidade do sol da alma
na maresia de odeceixe

prenhes de solidão as árvores resistem
à voraz diferença do recorte translúcido
eugénio escreveria coisas emergentes
tais como energia plano rasura
dos dias eternos no regaço de sua mãe

domingo, 1 de fevereiro de 2009


a passagem para o sonho
caeiro guardaria rebanhos
o corpo fenece no veludo azul
na noite te devoro
Lorca de sangue
de Granada
se vires o futuro isto é a mãe da campina
rasurás a tua mão
senti-a na madrugada
de Setenta na falda de Torga
o poeta fazia amor no feno
Gabriela amava Espichel
seria o sol do Futuro
se o Futuro acontecesse
o som do último sol de uma praia selvagem
sabemos que a praia é o corpo
raramente navegámos águas assim
move-se a vida
o corpo solar









o azul é profundo
permanece no olhar
não naufraga
questiona o corpo
ventre inicial























rugosa memória a
da fenda inicial no
campo dos anos vinte
maria bebia o leite das madrugadas
seriam tempos poéticos
nocturnos
solitários