na noite de sophia rumorejo o silêncio de eugénio a felicidade do sol da alma na maresia de odeceixe
prenhes de solidão as árvores resistem à voraz diferença do recorte translúcido eugénio escreveria coisas emergentes tais como energia plano rasura dos dias eternos no regaço de sua mãe
domingo, 1 de fevereiro de 2009
a passagem para o sonho caeiro guardaria rebanhos o corpo fenece no veludo azul na noite te devoro Lorca de sangue de Granada se vires o futuro isto é a mãe da campina rasurás a tua mão senti-a na madrugada de Setenta na falda de Torga o poeta fazia amor no feno Gabriela amava Espichel seria o sol do Futuro se o Futuro acontecesse
o som do último sol de uma praia selvagem sabemos que a praia é o corpo raramente navegámos águas assim move-se a vida o corpo solar
o azul é profundo permanece no olhar não naufraga questiona o corpo ventre inicial
rugosa memória a da fenda inicial no campo dos anos vinte maria bebia o leite das madrugadas seriam tempos poéticos nocturnos solitários